Entrevista com Roger Bastide em 1974 : sobre o Carnaval [em francês]

“Le Carnaval de Rio est un Carnaval qui est beaucoup plus populaire, beaucoup plus vivant peut-être, beaucoup moins discipline et ritualisé que les autres, et c’est peut-être pour ça qu’on va plutôt là … Parce qu’évidemment dans une très grande ville, Rio était la Capitale du Brésil, les frustrations, vous le comprenez, sont infiniment plus graves et dures que dans une petite ville comme Bahia ou comme dans une ville semi-industrielle comme Recife. Et donc il y a des necessites de se défouler, beaucoup plus de danger en ce sens que, en profitant des déguisements, en profitant du fait que les gens étaient noyés dans la masse, beaucoup plus d’assassinats. Les gens profitent de l’anonymat du Carnaval, dans Orfeu Negro, on retrouve un peu cette idée, pour pouvoir se défaire d’un adversaire… ” Veja aqui

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Roger Bastide : “Brasil, terra de contrastes” – extratos

Tarsila do Amaral : Operários

O livro “Brasil, terra de contrastes” é com certeza o livro no qual Bastide exprime o mais suas impressoes sobre o Brasil; eu coloquei nesse post alguns extratos  que me pareceram relevantes, mas vale a pena de procurar-se o texto inteiro.

“Brasil, terra de contastes… contrastes geográficas, contrastes econômicos, contrastes sociais. País que sozinho é tão grande quanto tôda a Europa, excetuando-se a URSS, alonga-se desde a floresta Amazônica até os pampas do Uruguai, alternando planicies, montanhas e altiplanos, plantações e pastagens, clima temperado sucedendo ao clima tropical : a Amazônia líquida, em que terra é água, rio e floresta fundem-se numa imensa sinfonia verde , o poligono das sêcas, de solo calcinado pelo sol, eriçado de cactos, o gado mugindo a pedir chuva, o litoral dos canaviais, velhos engenhos adormecidos, negros dançando ao luar junto de igrejas barrôcas : terra gaúcha de capinzais cobrindo vastas extensões, homens-centauros guardando as fronteiras do sul …

Todavia, malgrado as oposições, o viajante percorre enormes distâncias sem que o paisagem se modifique, dando a impressão de uma natureza sempre igual a si mesma. É preciso viajar centenas de quilômetros de avião para passar de uma para outra dessas províncias. Monotonia nos contrastes. Uniformidade nas oposições… Leia mais

Bastide e o Brasil

Roger Bastide e o Brasil, Maria Isaura Pereira De Queiróz

Desde seus primeiros momentos brasileiros, procurou Roger Bastide decifrar o enigma de uma sociedade e de uma civilização aparentemente tão europCia à primeira vista, e que era no entanto tão pouco européia em tantos aspectos; mas logo de início suspeitou das hipóteses que poderia formular baseando-se exclusivamente na bagagem científica que trouxera do Velho Mundo, e voltou-se decidido para os autores brasileiros, – escritores, historiadores, primeiros sociólogos e antropólogos, economistas, – que desde a Independência vinham tentando compreender sua própria sociedade e cultura: Raimundo Nina Rodrigues, Euclides da Cunha, Manuel Querino, Oliveira Vianna, e tantos outros. Leia aqui

Roger Bastide, professor da Universidade de São Paulo

Roger Bastide, professor da Universidade de São Paulo,

Maria Isaura Pereira de Queiróz

A contribuição que trouxe às Ciências Sociais brasileiras constituiu, primeiramente, o precioso elo que estabeleceu entre os sociólogos nacionais dos primeiros tempos, que vão desde 1870 a 1940 aproximadamente, e os que vieram em seguida à fundação da Universidade de São Paulo, passando pelo Departamento de Ciências Sociais ou pela Escola Livre de Sociologia e Política, fundada um ano antes. A contribuição de seus predecessores ao seu próprio trabalho, ele a reconheceu na homenagem que lhes rendeu na Introdução de seu extraordinário trabalho sobre as religiões negras no Brasil, mostrando o quanto aprendeu com elas (Bastide, 1960). Formou aqui uma primeira turma de cientistas sociais, cujas obras, voltadas para problemas os mais variados, revelam uma faceta muito importante do mestre: a liberdade que dava aos seus alunos. Leia aqui

Entre o claro e o escuro: Roger Bastide e Claude Lévi-Strauss

Roger Bastide e Claude Lévi-Strauss são pensadores exemplares para as ciências sociais e constituem parâmetros relevantes para compreender a teoria social formulada no século XX. Os dois autores percorreram caminhos distintos e também próximos: o período passado no Brasil, a dedicação a determinados temas e objetos de estudo, a visibilidade, o estilo, a inserção e a consagração no campo acadêmico e intelectual.

Bastide chegou ao Brasil em março de 1938 com o objetivo de passar três anos como professor de sociologia na vaga deixada por Lévi-Strauss na Universidade de São Paulo (USP). As razões que levaram Bastide a aceitar o convite para lecionar tão longe de seu país foram certamente as mesmas que motivaram vários outros professores franceses a trabalhar no Brasil…. Leia mais

Os franceses nas ciências sociais brasileiras

Trecho do artigo de Fernanda Massi ” Franceses e Norte-americanos nas ciências sociais brasileiras 1930-1960″, in “História das ciências sociais no Brasil”, volume 1, 1989.

Trata-se dos franceses das missões universitárias, dos percursos e motivações  destes professores que vieram no Brasil. Mostra que para eles o Brasil representava uma “nova via”, pois era longe do contexto francês da sociologia “durkheimiana” e significava também um campo desconhecido e inexplorado de pesquisa, oferecendo-lhes  uma especialização temática.

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“o que o Brasil me ensinou”

Palestra de Roger Bastide, no cinquentenário da USP (1984) sobre o tema : “o que o Brasil me ensinou”

Veja mais aqui, girando e aplicando zoom no pdf…

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