Nicolas Sarkozy assiste ao desfile de 7 de Setembro 2009 em Brasília

Sarkozy cobra de Lula promessa de provar churrasco

Brasil fecha acordos comerciais com a França | JN 07/09/2009

Jornal Nacional – Rede Globo
07/09/2009

Neste sete de setembro, o presidente Lula recebeu, em Brasília, o colega francês Nicolas Sarkozy. Os acordos incluem a compra de 50 helicópteros, cinco submarinos e 36 aviões de combate.

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Relação Estratégica Brasil-França: Questões a serem respondidas

A questão acerca das compras de equipamento militar por parte do governo brasileiro esteve em evidência nas últimas semanas. Muitas discussões surgiram sobre o processo de seleção dos novos caças para a Força Aérea Brasileira (FAB) dentro do programa FX2, com as atenções voltadas, principalmente, sobre a relação que se estabelece entre Brasil e França a partir da quase certa aquisição do avião francês. Apesar do destaque para a área militar, faz-se necessário uma rápida análise sobre outros aspectos dessa aproximação para que se possa avaliar se ela tem possibilidade de se concretizar.

Em vários pronunciamentos e entrevistas, tanto do lado brasileiro quanto do francês, a expressão relacionamento estratégico entre Brasil e França foi muito utilizada, inclusive pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PRESIDÊNCIA, 2009). A mensagem que se procurou dar foi de que as relações entre os dois países não estão ligadas somente à área militar, mas em muitas outras, principalmente a econômica. Dias antes da recente visita do presidente Nicolas Sarkozy ao Brasil pelo dia da nossa independência, o conselheiro diplomático do governo francês, Jean-David Lévite, ressaltou o interesse de expandir as relações em outras áreas além da militar (OLIVEIRA e BRAMATTI, 2009).

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Relações diplomáticas entre o Brasil e a França

“Em sua mensagem pelo Ano do Brasil na França, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Jacques Chirac regozijaram-se pela oportunidade oferecida aos franceses de descobrir e de conhecer melhor, por meio de múltiplas manifestações em todo o território francês, a vitalidade e a diversidade da cultura brasileira, sempre em movimento. Os dois presidentes ressaltam ainda que o Ano do Brasil na França coloca em evidência a relação tão calorosa e tão estreita estabelecida entre os dois países”, fala o Coordenador das Relações Bilaterais no comissariado do Ano do Brasil na França, o diplomata Antenor Bogéa.

Mas  as coisas nem sempre foram assim. As relações franco-brasileiras passaram por um período de estagnação durante o Pós-Guerra. Segundo o diretor do Instituto Brasileiro de Relações Internacionais e professor da Universidade de Brasília, Antônio Carlos Lessa, “entre 1945 e 1995 houve uma ‘negligência cordial’. Para ele”,o congelamento dos contatos, durante a Guerra, teve efeitos desastrosos. O Brasil e a França caminhavam em sentidos opostos. Durante esses anos, os dois países tinham questões que se desdobravam dos aspectos econômicos, de interesse de ambos,  ligados às dimensões culturais, que mais interessavam à França”. Outro fator que impedia a reaproximação  era aimagem brasileira no exterior, de país corrupto, que não honrava seus compromissos.

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