3namassa


Revista Rolling Stone Brasil, edição de junho 2007:

O projeto 3namassa reúne o paulista Rica Amabis, produtor do núcleo Instituto, com dois integrantes da banda pernambucana Nação Zumbi – o baixista Dengue e o baterista Pupillo – e surgiu quase como conseqüência das afinidades musicais e do convívio sob um mesmo teto de um apartamento na zona oeste de São Paulo.
(…)
Das conversas e jams no computador, surgiu um conceito: um disco pra abordar o universo feminino, com letras cantadas por mulheres e escritas por homens – com o detalhe de que eles escrevem como se fossem elas.
(…)
Entre as cantoras estão Thalma de Freitas, Nina Becker – a dupla da Orquestra Imperial – e até atrizes, como Leandra Leal. Ela declama versos em francês e o cenário sugerido pelo arranjo é de um cabaré esfumaçado pelos longos tragos em gitanes do garanhão Serge Gainsbourg. “Gainsbourg é referencia sim, pra tudo. Não tivemos a pretensão de sermos geniais como ele, mas ouvimos muito enquanto estávamos compondo”, diz Dengue. “E, além de referência, ele é um dos homenageados, junto com Manara e Carlos Zéfiro”, completa Pupillo.

Leia tudo no site do Radiola.


Direção: Karina Correa


Direção: Michel Tikhomiroff e Pedro Amorim

Anúncios

Stela Campos

Nos anos 90, Stela integrou o cultuado projeto de um disco só Funziona Senza Vapore, formado por exintegrantes do Fellini. Paralelamente, esteve à frente da guitar band Lara Hanouska, reformada em Recife nos primeiros dias do mangue beat. Durante a longa estadia na cidade, colaborou com os principais nomes da cena, participando, entre outros projetos, da antológica trilha do longa-metragem “Baile Perfumado”. Seus três primeiros álbuns solos, Céu de Brigadeiro (1999), Fim de Semana (2002) e Hotel Continental (2005), foram aclamados pela crítica nacional.
(…)
Mustang Bar é o quarto álbum de Stela Campos, trabalho mais visceral e abrasivo de sua carreira. O foco do álbum está nas guitarras, na tensão rítmica, não necessariamente dançante ou pesada. Transita entre o rock sessentista, o pop francês, o krautrock, o pós-punk e o tropicalismo dos Mutantes.

Destaque para a canção Le Captaine: finalizada no primeiro dia de estúdio, esta faixa recupera 80% da minha demo caseira, que já era esse mix esquisito de Ladytron lo-fi e pop francês. Fiz a letra sob a fundamental supervisão da franco-canadense Isabelle Decarie, que, para minha sorte, é uma pesquisadora-expert em literatura francesa.

Leia mais no press-kit do disco e não deixe de visitar o myspace de Stela Campos.

A “chanson”: uma manifestação musical tipicamente francesa

Introdução

As “chansons” marcaram a literatura musical francesa indelevelmente e ficaram como uma característica única e inconfundível. Luiz Marchetti nos dá uma visão histórica e crítica deste fenômeno musical tão localizado.

Índice

1. A CHANSON: ORIGENS E TRANSFORMAÇÕES
1.1 – Origens e a chanson medieval
1.2 – A chanson da Burgundia
1.3 – A chanson parisiense e a chanson spirituelle
1.4 – O declínio da chanson polifônica

2. REDESCOBERTA DA CHANSON POLIFÔNICA: DEBUSSY E RAVEL
2.1 – Introdução
2.2 – Claude Debussy
2.3 – Maurice Ravel
2.4 – Os aspectos simbolistas

3. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

** Clique nos títulos dos capítulos e faça o download de cada um deles.

Renato Godá

Renato Godá é um escritor de músicas endiabradamente românticas. Um cantor que leva ao palco a atmosfera esfumaçada de um cabaré onde o jazz, o folk, o gipsy e a chanson francesa convivem entre a elegância e a vulgaridade.

“Não faço cerimônia/Não Sou um bom Partido/Tendo para os vícios/ Posso causar desgosto/Sou um pervertido /Livre leve e solto/ Um vagabundo astuto/ Um vira-lata escroto”. Dessa forma descarada, Godá se apresenta em uma de suas composições, Bom Partido, que não deixa dúvidas sobre quem é esse paulistano que depois de transitar pelo punk rock e sons eletrônicos no passado encontrou uma sonoridade própria e original.

Depois de um festejado EP lançado em 2009, Godá lança agora um novo álbum, “Canções para Embalar Marujos”, produzido pelo talentoso Plinio Profeta, que carrega no currículo um Grammy Latino por seu trabalho com Lenine. Seguindo o estilo despretensioso de Godá, originalmente a gravação das 13 faixas de seu mais novo álbum, “Canções para Embalar Marujos”, aconteceu em dois dias de estúdio. Com uma banda de primeira, a gravação foi feita ao vivo, num clima foi de improviso, para chegar uma sonoridade natural e crua.

Os figurinos dos shows, que remetem às melhores épocas da cena jazz de Nova York, os instrumentos acústicos (piano, acordeom, contrabaixo, banjo, violino, bateria e guitarras) e as referências musicais de Renato Godá estranhamente parecem soar como novidade nos dias de hoje. “Como compositor gosto de andar na corda bamba entre o brega e cult”, diz Godá, que assume as influencias musicais de Leonard Cohen, Serge Gainsbourg e da musica cigana do Leste Europeu.

As canções de Renato Godá conquistam público cativo por onde passam em shows pelo Brasil, pela América Latina e na web. Em maio de 2009 o cantor fez sue primeira turnê Européia que passou por Londres e Paris.

Veja mais no myspace, no blog e no site oficial de Renato Godá.

Edgard Scandurra et Les Provocateurs

Edgard Scandurra e a banda Les Provocateurs fizeram temporada de shows em 2009 no SESC e Studio SP com repertório de Serge Gainsbourg durante a programação do ano da França no Brasil.

Segue abaixo o release da programação do SESC:
Scandurra e seu grupo escolheram as mais representativas músicas de Serge Gainsbourg, artista que alavancou o pop francês por quase quatro décadas, que transitam tranquilamente entre a chanson francesa, o reggae e o rock. O músico e sua banda promovem encontros inusitados com artistas admiradores de Gainsbourg como Arnaldo Antunes (dia 08), Fausto Fawcett (dia 15) e Guilherme Arantes (dia 22). No dia 31, Scandurra se junta a Eduardo Beu, em uma espécie de festa com pocket show dos Le Provocateurs e discotecagem de músicas do artista francês e do universo que o influenciou. Shows no Teatro Auditório e festa no Espaço Comedoria.

A formação da banda: Andrea Merkel (canta), Juliana R (canta), Bárbara Eugênia (canta), Alex Antunes (canta), Cris Hidalgo (canta), Edgard Scandurra (guitarra), Henrique Alves (baixo), Claudio Fontes (bateria) e Astronauta Pinguim (teclado).

Veja o myspace do projeto.
Leia aqui a resenha do show no Vitroleiros.

Reportagem no Estadão sobre a trajetória do guitarrista: Uma volta nada à francesa – O guitarrista Edgard Scandurra toca quatro projetos paralelos na cidade

E o mais legal: Scandurra fala sobre O MELHOR DA FRANÇA