“A propósito da poesia como método sociológico” : textos de Roger Bastide

Bastide propõe nesses dois textos um método sociológico baseado na experiência poética.

“Trata-se, para o sociólogo, de não se colocar de maneira exterior à experiência social, e sim de vivê-la (…) Temos necessidade de nos transformar naquilo que estudamos, multidão, massa, classa, classe ou casta (…) É necessário, como num ato de amor, transcender nossa personalidade para aderir à alma que se encontra ao dado estudado”

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Textos primeiro publicados no Diário de São Paulo, nos 8 e 22 de fevereiro de 1946.

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Visões de São Paulo : Lévi-Strauss, Bastide, Monbeig

São Paulo, foto de Marcel Gautherot

Artigo de Fernanda Arêas Peixoto

“A imagem de São Paulo como terra de estrangeiros circula em diferentes registros : no senso comum, nas artes e na bibliografia histórica-sociológica. Isso se relaciona diretamente às levas de migrantes que aqui aportaram entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, alterando a fisionomia física e social da cidade, que se torna incompreensível, a partir de então, sem esses personagens. Trabalhadores fabris e artesões; empresários, artistas e profisionais liberais – que se fixam ou passam pela cidade – deixam suas marcas na linguagem, nos hábitos e sociabilidade locais, bem como nas construções, na arquitetura, nas artes e na produção do conhecimento de modo mais geral.

O objetivo aqui é tentar uma aproximação desse cenário mais amplo, com a ajuda de um acesso específico. Trata-se de olhar para São Paulo nas primeiras décadas do século XX a pertir de três experiências : as de Claude Lévi-Strauss (1908), Roger Bastide (1898-1974) e Pierre Monbeig (1908-1987), professores da Universidade de São Paulo, que viveram e circularam pela cidade nos anos 1930 e 1940. Em outras palavras, o meu intuito é tentar localizar as perspectivas de cada um deles sobre a cidade, que se revela- por meio dessas miradas estrangeiras – de novos ângulos.

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Thiago Pethit | Entrevistas

Assista abaixo a entrevista de Thiago Pethit para a 3a. edição do cafofo sessions realizada pelo blog Don’t Touch My Moleskine.

A chamada:

Cafofo Sessions #3: Thiago Pethit (parte 1)

Cafofo Sessions #3: Thiago Pethit (parte 2)

** veja aqui o post completo do cafofo sessions#3.

Não deixe de assistir a entrevista com Thiago Pethit realizada pela Saraiva Conteúdo

Assista também a um trecho de Thiago Pethit no programa Acesso MTV (com participação de Tiê)

Thiago Pethit | música de bolso

Thiago Pethit participou do projeto Música de Bolso na edição número 130.
Veja abaixo o resultado (extraído do site oficial).

o artista
Thiago Pethit formou-se ator e praticava a profissão até cruzar as portas da música, ao dirigir um show de Tiê e Dudu Tsuda. Foi estudar piano e composição na Academia Nacional do Tango, em Buenos Aires, e voltou trovador de si mesmo. Mantendo o teatro como pano de fundo, passou a fazer canções inspiradas por Bertolt Brecht e Kurt Weill, Leonard Cohen, Tom Waits, vaudeville e Tropicália.

a música
Em 2008, o EP “Em Outro Lugar” já prenunciava os mútiplos encontros entre a chanson francesa, a atmosfera de cabaré, o folk e um certo pop europeu minimalista. O disco “Berlim, Texas” (2010) aprimorou todas essas vertentes e resultou em canções pessoais, consistentes, poliglotas, tocantes e belas, firmando Pethit como rota indesviável na cena da nova música paulista – urbana, contemporânea e universal.

no música de bolso
Figura desde sempre próxima do projeto, por ironia Thiago Pethit demorou a protagonizar vídeos seus para o Música de Bolso (ele aparecera no lado B da cantora Tiê, em 2008).  Em ambientação que não podia ser mais propícia à sua música, elegeu o bistrô Robin des Bois como cenário: para o lado A, Não Se Vá (Thiago Pethit), o jardim; para o lado B, Fuga Nº 1 (Thiago Pethit), um salão à meia luz e cartazes de filmes franceses pelas paredes.

>>> LADO A:  Não se Vá (Thiago Pethit)

>>> LADO B: Fuga Nº 1 (Thiago Pethit)