Gilberto Freire : “Roger Bastide, francês abrasileirado”

Pode-se destacar de Roger Bastide que nele se afirmou de modo
notável esta tendência até há pouco tempo pouco francesa: a do socicílogo francês apoiar-se no estudo de recorrências não-francesas para desenvolver critérios e generalizações sociológicas, confrontando-as com exemplos franceses. A tradição deixada pelos Comte e pelos Tarde e pelo próprio Le Play era outra. Outra a tradição deixada pelo sociólogo mais especificamente sociológico que foi Durkheim. Leia mais

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1 comentário (+adicionar seu?)

  1. marcelobcaetano
    jun 26, 2010 @ 23:51:48

    Que texto incrível!
    Freyre atenta para o modo como universal x particular, exótico x humano, se dão no pensamento sociológico de Bastide. Como já havia dito na reunião geral. Nunca considerei Bastide um brasilianista, muito menos um francês (superior) que emite juízos sobre o Brasil (inferior). Existe uma troca muito grande entre Brasil e França na vinda de Bastide, que pode ser vista no trabalho pioneiro ao lado de Florestan Fernandes.
    ps: e gostei muito de saber da tradução de Casa-Grande Senzala por Bastide. Um dos grandes USP traduzindo um intelectual que a USP fez questão de jogar na fogueira.

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