Cher Antoine | Update

O disco Bloco do Eu Sozinho de Los Hermanos comentado faixa a faixa pelos compositores da banda (Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante)
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Cher Antoine
Amarante: É um tanto trágica. Traz uma letra em francês triste. Mas é um ska de churrasco, descompromissado.
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se quiser, leia todos os comentários.

Stela Campos

Nos anos 90, Stela integrou o cultuado projeto de um disco só Funziona Senza Vapore, formado por exintegrantes do Fellini. Paralelamente, esteve à frente da guitar band Lara Hanouska, reformada em Recife nos primeiros dias do mangue beat. Durante a longa estadia na cidade, colaborou com os principais nomes da cena, participando, entre outros projetos, da antológica trilha do longa-metragem “Baile Perfumado”. Seus três primeiros álbuns solos, Céu de Brigadeiro (1999), Fim de Semana (2002) e Hotel Continental (2005), foram aclamados pela crítica nacional.
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Mustang Bar é o quarto álbum de Stela Campos, trabalho mais visceral e abrasivo de sua carreira. O foco do álbum está nas guitarras, na tensão rítmica, não necessariamente dançante ou pesada. Transita entre o rock sessentista, o pop francês, o krautrock, o pós-punk e o tropicalismo dos Mutantes.

Destaque para a canção Le Captaine: finalizada no primeiro dia de estúdio, esta faixa recupera 80% da minha demo caseira, que já era esse mix esquisito de Ladytron lo-fi e pop francês. Fiz a letra sob a fundamental supervisão da franco-canadense Isabelle Decarie, que, para minha sorte, é uma pesquisadora-expert em literatura francesa.

Leia mais no press-kit do disco e não deixe de visitar o myspace de Stela Campos.

A “chanson”: uma manifestação musical tipicamente francesa

Introdução

As “chansons” marcaram a literatura musical francesa indelevelmente e ficaram como uma característica única e inconfundível. Luiz Marchetti nos dá uma visão histórica e crítica deste fenômeno musical tão localizado.

Índice

1. A CHANSON: ORIGENS E TRANSFORMAÇÕES
1.1 – Origens e a chanson medieval
1.2 – A chanson da Burgundia
1.3 – A chanson parisiense e a chanson spirituelle
1.4 – O declínio da chanson polifônica

2. REDESCOBERTA DA CHANSON POLIFÔNICA: DEBUSSY E RAVEL
2.1 – Introdução
2.2 – Claude Debussy
2.3 – Maurice Ravel
2.4 – Os aspectos simbolistas

3. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

** Clique nos títulos dos capítulos e faça o download de cada um deles.

Egberto Gismonti | compositor, cantor e arranjador

Egberto Gismonti Amin (Carmo, 5 de dezembro de 1947) é um compositor, músico, cantor e arranjador brasileiro, considerado um virtuoso da música instrumental popular, destacando-se pela sua capacidade de experimentação.

De família musical, começou a estudar piano aos cinco anos. Ainda na infância e adolescência, seus estudos no Conservatório já incluíram flauta, clarinete, violão e piano. Em 1968, participou de um festival da TV Globo com a canção “O Sonho”, que atraiu a atenção do público e elogios da crítica. Partiu nesse mesmo ano para a França, onde estudou música dodecafônica com Jean Barraqué e análise músical com Nadia Boulanger.

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Eudóxia de Barros | pianista clássica

Eudóxia de Barros (São Paulo, 18 de setembro de 1937) é uma pianista  brasileira, importante figura da música erudita do Brasil.

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Sua trajetória de estudos, ininterrupta, sempre sabendo o que queria, abrange estas etapas: aulas em São Paulo com Mathilde Frediani (iniciou-se com ela), Karl Heim ex-discípulo de Kempff ( a quem deve a sua definição de pianista profissional, quando , aos 8 anos e meio, este professor, admirado com o seu progresso, lhe perguntou o que ela pretendia com os seus estudos de piano; “como assim?“ pergunta ela; ele explica que ela poderia tocar piano só para si própria, seu prazer, ou dar aulas de piano, ou sair pelo mundo tocando pelos teatros; “este último é o que eu gostaria de ser “ respondeu ela, estando selado o seu destino, sem volta), Magda Tagliaferro (em São Paulo e Paris) e seus assistentes em São Paulo e Paris: Nellie Braga, Lina Pires de Campos, Daisy de Lucca e Olivier Bernard; Guilherme Fontainha, Camargo Guarnieri, Sebastian Benda, Roberto Sabbag, e algumas aulas com Arnaldo Estrella, Yara Bernette, Bruno Seidhofer e Sequeira Costa. Na França ainda estudou com Pierre Sancan, Christianne Sénart, o russo Pyotr Kostanoff e Lazare Levy. Nos Estados Unidos, teve como professores, Olegna Fuschi e Howard Aibel; foi aos Estados Unidos com uma “fellowship”, para dar aulas na “North Carolina School of the Arts”, em Winston-Salem, onde permaneceu de 1965 a 1967, convidada pelo compositor Vittorio Giannini. Na Alemanha, estudou com Walter Blankenheim.

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Edu Lobo | cantos, compositor, arranjador e instrumentista

Edu Lobo é o músico mais importante da chamada segunda geração da bossa nova. Esta mais afastada da raiz jazzística e próxima dos sambistas do morro.

Em entrevista ao jornal Estado de São Paulo, em 16/09/07:

Que artista, intérprete ou compositor, mais influenciou sua carreira?
São milhares. Em música popular, Tom Jobim. E tem os compositores clássicos, com quem sempre aprendo alguma coisa: Debussy, Ravel, Bartók, Villa-Lobos.

Leia a entrevista completa aqui.

Em 1965 a canção Arrastão de Edu Lobo e Vinícius de Moraes,   interpretada por Elis Regina, venceu o I FMPB – Festival de Música Popular Brasileira da TV Excelsior. Fato que marca a transição da bossa nova para o início da MPB.

Não deixe de ler a biografia de Edu Lobo.

Em entrevista Edu pontua as diferenças de compositores europeus e brasileiros:

(…) acho que para eles (europeus), da música popular, o passado brilhante, o excesso de conquistas, foi pernicioso, de uma certa maneira. Acho que há um certo pânico desse passado, pânico de Wagner, Debussy e Ravel e Stravinsky, por exemplo, talvez uma sensação de que tudo já foi inventado, não há mais novidades a serem descobertas. Tanto que você conta nos dedos os grandes compositores franceses (e que normalmente vão embora) como Michel Legrand ou Michel Colombier; os dois têm, ou tinham, praticamente 90% das suas carreiras nos Estados Unidos. (…)
Leia a entrevista completa aqui.

Bossa Nova | influência impressionista

(…) Além da marcante presença do jazz nas batidas da Bossa Nova, alguns estudiosos destacam também a presença do movimento impressionista, traduzido pelos compositores eruditos Debussy e Ravel, bem como elementos da cultura americana do período posterior à Segunda Guerra Mundial. Além da marcante presença do jazz nas batidas da Bossa Nova, alguns estudiosos destacam também a presença do movimento impressionista, traduzido pelos compositores eruditos Debussy e Ravel, bem como elementos da cultura americana do período posterior à Segunda Guerra Mundial. Esta vertente musical foi assim batizada quase sem querer, antes de uma das famosas reuniões do grupo de artistas que já propagava este balanço em apresentações então conhecidas como ‘samba sessions’, referência à união samba-jazz. Em fins de 1957, um grupo de músicos – Carlos Lyra, Ronaldo Bôscoli, Sylvia Telles, Roberto Menescal e Luiz Eça –, que iria expor seu trabalho no Colégio Israelita-Brasileiro, foi anunciado como um pessoal ‘bossa-nova’ que ali se apresentaria. (…)

Leia mais aqui.

Tom Jobim comenta sobre Debussy:
Aquelas harmonias, aquelas ondulações que Debussy faz para terceira menor, terceira menor acima, terceira menor abaixo, a escala dos tons inteiros. Tudo isso é muito ligado à natureza. Todo mundo que começa a falar de Debussy, acha que aquilo tem a ver com a floresta. Ele foi muito discutido. Quando ganhou a viagem à Itália, lá no conservatório de Paris, escreveu uma peça que a orquestra se recusou a tocar porque era muito adiantada para a época. Esse eu considero uma grande influência. E o Ravel também tem muito a ver com Debussy. Mas o Debussy escreveu relativamente pouco para orquestras, ao contrário do Ravel.

Leia mais frases e textos de Tom Jobim aqui.

Tom Jobim, em entrevista, define a palavra “Bossa”:

Qualis – Bossa na época era quase como uma gíria…
Tom – A bossa é o seguinte, a bossa são as bossas cranianas. O crânio tem convexidades que correspondem a concavidades onde se encontra a massa cinzenta. Então o sujeito tinha a “pelota para o lado de cá”, então dizia ‘você tem bossa pra isso, tem bossa pra tênis, tem bossa pra cultura, tem bossa pra criminoso…’ Aliás, essa palavra existe em inglês, a palavra boss, no sentido de protuberância. Não no sentido de chefe, de bass, do holandês. Boss no sentido de calombo, de bossu (francês), de Bossu de Notre Dame. É a bossa nova, bossu é o calombo.

Veja a entrevista completa de Tom Jobim para a Revista Qualis aqui que, por sinal, foi registrada como a última de sua vida.