Reginaldo de Carvalho | Música Eletroacústica

Nasceu em Guarabira, Estado da Paraíba, em 1932. Ainda criança começou a estudar violino e órgão, logo drigindo bandas e orfeões em sua cidade. Aos 14 anos começou a compor. Sua primeira obra foi escrita para piano, em 1946, e se intitula Ternura. Em 1949 saiu de Gaurabira direto para o Rio de Janeiro onde passou a estudar composição com Villa-Lobos e harmonia, contraponto e fuga com Paulo Silva. Afirma ter sido o único aluno particular de Villa-Lobos. Foi justamente Villa quem, em 1951, o aconselhou a ir a Paris para saber “que coisa era essa tal de música concreta que os franceses apregoavam”. Em Paris, com recomendação de Villa-Lobos, passou a estudar com Paul Le Flem. Com bolsa do governo frânces realizou estágio de música concreta no antigo Centre Bourdan, com Pierre Schaeffer. De volta ao Rio em 1956, passou a realizar as primeiras obras de música concreta pioneiras no Brasil com a nossa tradicional tecnologia da precariedade: panelas, águas, bicicletas, barulhos diversos, tesoura, durex e gravadores caseiros. Em 1967 foi nomeado diretor do Conservatório Nacional de Canto Orfeônico que Getúlio Vargas dera para Villa-Lobos administrar em 1942. Reginaldo Carvalho conseguiu realizar uma importante renovação pedagógica transformando o Conservatório no Instituto Villa-Lobos e contratando uma geração nova de professores preocupados com a renovação estético-musical brasileira. No Instituto Villa-Lobos, hoje integrado à Universidade do Rio de Janeiro, fundou o primeiro estúdio de música eletroacústica do Brasil. Em 1972, após a intervenção militar no IVL, Reginaldo assumiu a Coordenação Geral do Centro de Pesquisas Culturais e Comunicação Social do Piauí. Atualmente, desenvolve trabalho múltiplo de educador musical como professor da Universidade Federal do Piauí.

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