Influência francesa no patrimônio cultural e construção da identidade brasileira: o caso de Pelotas

Na cidade de Pelotas, localizada no extremo sul do Brasil, a influência européia, principalmente a francesa, também foi bastante grande. Com freqüência, se faz referência a este fato na bibliografia histórica do Rio Grande do Sul. “É regra geral caracterizá-la através de conceitos como riqueza, opulência, refinamento, elegância, cultura e até aristocracia. A razão para isso é atribuída ao desenvolvimento nos seus arredores, da indústria do charque, durante o longo período que vai de 1779 aos primeiros decênios do século XX. As charqueadas, fazendo fortunas, condicionaram o florescimento de práticas e valores sócio-culturais que podem ser rotulados

reservatório de ferro importado da França

simplificadamente como de urbanidade e intelectualidade”. Veja mais

Empresa de doces de origem francesa no RS (Pelotas)

Variedades: Pessegada, a arma secreta dos farrapos

Diário Popular

INFLUÊNCIAS FRANCESA E PORTUGUESA – Paulo Crochemore explica que a pessegada nasceu como um aproveitamento dos pêssegos em calda. “Se o pêssego apresentava alguma imperfeição era destinado para a pessegada”, conta. Mas quem inventou o doce já é outra história. Uns apontam os portugueses, outros os franceses. O fato é que o doce, no Brasil, começou a ser feito no século 19 em Pelotas. Veja mais

FESTAS JUNINAS – “A Quadrilha” – Origem Francesa

A quadrilha brasileira tem o seu nome de uma dança de salão francesa para quatro pares, a “quadrille”, em voga na França entre o início do século XIX e a Primeira Guerra Mundial. A “quadrille” francesa, por sua parte, já era um desenvolvimento da “contredanse”, popular nos meios aristocráticos franceses do século XVIII. A “contredanse” se desenvolveu a partir de uma dança inglesa de origem campesina , surgida provavelmente por volta do século XIII, e que se popularizara em toda a Europa na primeira metade do século XVIII.

A “quadrille” veio para o Brasil seguindo o interesse da classe média e das elites portuguesas e brasileiras do século XIX por tudo que fosse a última moda de Paris (dos discursos republicanos de Gambetta e Jules Ferry, passando pelas poesias de Victor Hugo e Théophile Gautier até a criação de uma academia de letras, dos belos cabelos cacheados de Sarah Bernhardt até ao uso do cavanhaque).

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A influência dos estilos arquitetônicos franceses nas construções do Rio e São Paulo nos séculos passados

Basta caminhar com um olhar atento pelas ruas de São Paulo e do Rio, para perceber o estilo arquitetônico francês presente em alguns prédios e palacetes das duas cidades. Apesar de perdidos no meio do caos urbano e entregues à ação do tempo, as construções ainda conservam o glamour de um Brasil rico e próspero – cheio de casas amplas e jardins decorativos. A influência francesa na arquitetura brasileira durou aproximadamente de 1816 até a Segunda Guerra Mundial e se manifestou sob a forma de quatro estilos distintos: o neoclássico, o eclético, o Art Déco ou Art Nouveau e o moderno. De acordo com Carlos Lemos, arquiteto e professor titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, no Rio de Janeiro, essa influência foi mais forte na época do império e em São Paulo começou a partir do estilo eclético (século XIX), patrocinado principalmente pelos barões do café. Lemos afirma que essa inspiração trouxe para o Brasil muito mais do que uma estética de fachada, mas um modo de morar à francesa, em que, pela primeira vez, as construções eram divididas em alas totalmente independentes – de dormir, de estar e de serviço. “Essa é, com certeza, a maior contribuição da arquitetura francesa ao Brasil. Conceito utilizado até hoje na maioria dos projetos”, afirma.

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Não deixe de ver a reportagem do Jornal O Globo:
Influência francesa na paisagem urbana do Rio

Edgard Scandurra et Les Provocateurs

Edgard Scandurra e a banda Les Provocateurs fizeram temporada de shows em 2009 no SESC e Studio SP com repertório de Serge Gainsbourg durante a programação do ano da França no Brasil.

Segue abaixo o release da programação do SESC:
Scandurra e seu grupo escolheram as mais representativas músicas de Serge Gainsbourg, artista que alavancou o pop francês por quase quatro décadas, que transitam tranquilamente entre a chanson francesa, o reggae e o rock. O músico e sua banda promovem encontros inusitados com artistas admiradores de Gainsbourg como Arnaldo Antunes (dia 08), Fausto Fawcett (dia 15) e Guilherme Arantes (dia 22). No dia 31, Scandurra se junta a Eduardo Beu, em uma espécie de festa com pocket show dos Le Provocateurs e discotecagem de músicas do artista francês e do universo que o influenciou. Shows no Teatro Auditório e festa no Espaço Comedoria.

A formação da banda: Andrea Merkel (canta), Juliana R (canta), Bárbara Eugênia (canta), Alex Antunes (canta), Cris Hidalgo (canta), Edgard Scandurra (guitarra), Henrique Alves (baixo), Claudio Fontes (bateria) e Astronauta Pinguim (teclado).

Veja o myspace do projeto.
Leia aqui a resenha do show no Vitroleiros.

Reportagem no Estadão sobre a trajetória do guitarrista: Uma volta nada à francesa – O guitarrista Edgard Scandurra toca quatro projetos paralelos na cidade

E o mais legal: Scandurra fala sobre O MELHOR DA FRANÇA

Os franceses nas ciências sociais brasileiras

Trecho do artigo de Fernanda Massi ” Franceses e Norte-americanos nas ciências sociais brasileiras 1930-1960″, in “História das ciências sociais no Brasil”, volume 1, 1989.

Trata-se dos franceses das missões universitárias, dos percursos e motivações  destes professores que vieram no Brasil. Mostra que para eles o Brasil representava uma “nova via”, pois era longe do contexto francês da sociologia “durkheimiana” e significava também um campo desconhecido e inexplorado de pesquisa, oferecendo-lhes  uma especialização temática.

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“o que o Brasil me ensinou”

Palestra de Roger Bastide, no cinquentenário da USP (1984) sobre o tema : “o que o Brasil me ensinou”

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