Entrevista: Claude Lévi-Strauss, aos 90

Entrevista de Beatriz Perrone Moisés, Professora do Departamento de Antropologia – USP.

Esta entrevista foi realizada a 10 de novembro de 1998. A rapidez e a gentileza com que Lévi-Strauss respondeu à consulta feita pelo Departamento de Antropologia quanto à possibilidade de realizá-la, confirmaram informações de várias pessoas que já o conheciam pessoalmente: de fato, é muito disposto e receptivo. Recebeu-me em seu escritório no Laboratório de Antropologia Social, onde continua indo, religiosamente, duas vezes por semana.

Leia aqui

Anúncios

L`Oreal – Ana Beatriz Barros | publicidade

– Porque você vale muito!

Citroën C4 – Brasil | publicidade

Citroën Creative Technologie

Bastide e o Brasil

Roger Bastide e o Brasil, Maria Isaura Pereira De Queiróz

Desde seus primeiros momentos brasileiros, procurou Roger Bastide decifrar o enigma de uma sociedade e de uma civilização aparentemente tão europCia à primeira vista, e que era no entanto tão pouco européia em tantos aspectos; mas logo de início suspeitou das hipóteses que poderia formular baseando-se exclusivamente na bagagem científica que trouxera do Velho Mundo, e voltou-se decidido para os autores brasileiros, – escritores, historiadores, primeiros sociólogos e antropólogos, economistas, – que desde a Independência vinham tentando compreender sua própria sociedade e cultura: Raimundo Nina Rodrigues, Euclides da Cunha, Manuel Querino, Oliveira Vianna, e tantos outros. Leia aqui

Roger Bastide, professor da Universidade de São Paulo

Roger Bastide, professor da Universidade de São Paulo,

Maria Isaura Pereira de Queiróz

A contribuição que trouxe às Ciências Sociais brasileiras constituiu, primeiramente, o precioso elo que estabeleceu entre os sociólogos nacionais dos primeiros tempos, que vão desde 1870 a 1940 aproximadamente, e os que vieram em seguida à fundação da Universidade de São Paulo, passando pelo Departamento de Ciências Sociais ou pela Escola Livre de Sociologia e Política, fundada um ano antes. A contribuição de seus predecessores ao seu próprio trabalho, ele a reconheceu na homenagem que lhes rendeu na Introdução de seu extraordinário trabalho sobre as religiões negras no Brasil, mostrando o quanto aprendeu com elas (Bastide, 1960). Formou aqui uma primeira turma de cientistas sociais, cujas obras, voltadas para problemas os mais variados, revelam uma faceta muito importante do mestre: a liberdade que dava aos seus alunos. Leia aqui

Entre o claro e o escuro: Roger Bastide e Claude Lévi-Strauss

Roger Bastide e Claude Lévi-Strauss são pensadores exemplares para as ciências sociais e constituem parâmetros relevantes para compreender a teoria social formulada no século XX. Os dois autores percorreram caminhos distintos e também próximos: o período passado no Brasil, a dedicação a determinados temas e objetos de estudo, a visibilidade, o estilo, a inserção e a consagração no campo acadêmico e intelectual.

Bastide chegou ao Brasil em março de 1938 com o objetivo de passar três anos como professor de sociologia na vaga deixada por Lévi-Strauss na Universidade de São Paulo (USP). As razões que levaram Bastide a aceitar o convite para lecionar tão longe de seu país foram certamente as mesmas que motivaram vários outros professores franceses a trabalhar no Brasil…. Leia mais

Entre Estantes & Panelas 3 – Amazônia: um continente culinário (Parte 2)

Encontro com a curadoria do chef Alex Atala e do sociólogo Carlos Alberto Dória. Os chefs Checho Gonzales, Teresa Corção e Thiago Castanho, mediados pelo jornalista Luiz Américo Camargo, debatem o tema ‘Amazônia: um continente culinário’. As abordagens deste encontro vão girar em torno da culinária dos peixes (Thiago Castanho), da culinária da mandioca (Teresa Corção) e da culinária do altiplano e da costa boliviana (Checho Gonzales).

Entradas Mais Antigas Anteriores